desde 1980

Planos de saúde divulgam reajuste

Índice vale para beneficiários do plano coletivo por adesão.
Planos parceiros da ANSA divulgaram tabela. 
Enquanto a Qualicorp anuncia 17,36% a Assefaz destina aumento de 14,73%

A Qualicorp e a Assefaz, empresas responsáveis por várias carteiras de planos de saúde coletivo por adesão, principalmente representados por órgãos de classe (sindicatos, associações, conselhos regionais) informa o reajuste anual dos planos de saúde para 2014, no Distrito Federal. A partir do primeiro dia do mês de julho, os planos de assistência à saúde, coletivo por adesão, mantido com as empresas, passará a ser aplicado com aumento.

De acordo com o informativo enviado a ANSA (Associação Nacional dos Servidores da Agricultura), as referidas empresas explicam ao nosso quadro associativo, os motivos pelos quais foi dada a ação. “Diante da visível escalada dos custos assistenciais (internações, consultas, exames e terapias), muito acima dos índices médios da inflação, a Operadora apurou um reajuste de 28,77%. Frente a essa realidade de aumento de custos, a Qualicorp não poupou esforços para negociar a redução do índice ao menor patamar possível, sem deixar de assegurar a viabilidade da carteira e a necessária qualidade da cobertura contratada. Concluída a negociação, o reajuste final foi fixado pela Operadora em 17,36% (dezessete inteiros e trinta e seis centésimos por cento), sobre todos os preços, planos e faixas etárias” informam. 

Já a Assefaz (Fundação Assistencial dos Servidores do Ministério da Fazenda) informa por meio de carta que “com base nos cálculos atuariais elaborados a partir desses dados e sobre as despesas representadas pela utilização dos planos com internações, cirurgias, consultas e afins, a empresa deliberou o aumento de 14,73% às mensalidades de todos os Planos de Saúde Assefaz, com vigência a partir de 1a de julho de 2014. Os planos antigos que se encontram sub judice receberão tratamento diferenciado, na forma da lei”.

Objetivo dos reajustes, de acordo com as empresas, é preservar o equilíbrio econômico- financeiro do contrato coletivo e assegurar a continuidade do atendimento. O calculo é feito com base em dois principais pontos: índice de sinistralidade e variação dos custos médicos- hospitalares.

As operadoras não podem aplicar percentual maior do que o autorizado, mas são livres para adotar índices inferiores ou manter as mensalidades sem reajuste. De acordo com a ANS, a metodologia aplicada para definição do índice máximo para os planos individuais é a mesma desde 2001 e leva em consideração a média dos percentuais de reajuste aplicados pelas operadoras aos planos coletivos com mais de 30 beneficiários. Em 2013, foi considerado também o impacto de fatores externos, como por exemplo, a utilização dos 60 novos procedimentos incluídos no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde ao longo de 2012. O percentual máximo de reajuste é o resultado da composição desses fatores.

Central de atendimento

Em caso de dúvida ou denúncia, os consumidores devem entrar em contato com a ANS por meio do Disque ANS (0800 701 9656); pela Central de Atendimento ao Consumidor, no site da agência; ou pessoalmente, em um dos 12 núcleos da agência existentes no país.